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Entrevistas

 

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Publicitários baianos falam sobre o evento

 

ABAP-BA: O Que você está achando do 7º EBAP?  

 

Carlos Olimpio Carvalho “Calucho” (Tempo Propaganda):
O debate de ontem foi muito interessante porque fugiu um pouco da pauta que estamos acostumados a discutir. Discutir a nossa gestão enquanto empresa é  ainda um desafio para a nossa classe.
 
Vera Rocha (Rocha Comunicação):
Extremamente interessante. Com destaque para o painel que abordou como gerar valor para o cliente e rentabilidade para as agências. Em especial a fala de Júlio Ribeiro que deixou claro que as duas coisas não andam juntas.
 
Renato Tourinho (Agência Única):
Muito bom. Nunca na história da minha geração como profissional da área, participei de um evento com um nível de discussão tão transparente e com uma abrangência tão profunda de assuntos crucias do nosso negócio. Acredito que demos alguns passos a frente em busca de um futuro mais próximo do nosso mercado.
 
 
 ABAP-BA: E as palestras, estão de encontro ao que você esperava?
 
 
Carlos Olimpio Carvalho “Calucho” (Tempo Propaganda):
Sim, todas estão excelentes.
 
Vera Rocha (Rocha Comunicação):
Sim. Elas tem demonstrado, em geral, um grande senso com a realidade.
 
Renato Tourinho (Agência Única):
Sim.
 
 
ABAP-BA: O que mais de interessante foi abordado até agora?
 
 
Carlos Olimpio Carvalho “Calucho” (Tempo Propaganda):
A idéia que se faça um documento que regule as concorrências
 
Vera Rocha (Rocha Comunicação):
As falas de Júlio Ribeiro e Alexandre Gama.
 
Renato Tourinho (Agência Única):
O último painel nos colocou uma reflexão sobre o nosso próprio negócio com exemplos e colocações bem interessantes. É o momento de tomar algumas decisões operacionais visando a melhoria do nosso negócio.
 


 

 

 

 

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Entrevista: Renato Tourinho, presidente da ABAP-BA

 

 

“A regionalização é decisiva para todo mercado publicitário.”
O presidente da ABAP-BA, Renato Tourinho, fala da importância do 7º EBAP, que será lançado no próximo dia 19 de março em Salvador, e dos entraves ao crescimento da propaganda, principalmente a regionalização das verbas.

 

 

 

1-      Renato, o presidente da ABAP Nacional, Luiz Lara, volta a Bahia para apresentar e convidar o mercado baiano para o 7º EBAP, que discute no tema central a rentabilidade e o futuro das agências de publicidade. Fale um pouco sobre o lançamento do EBAP e do seu lançamento na Bahia.
 
Renato Tourinho: é muito importante não só a realização do EBAP mas também o seu lançamento aqui na Bahia. Fomos escolhidos porque a Bahia continua sendo respeitada pelo mercado nacional e referenciada quando se trata de publicidade. A economia brasileira retraiu 0,2% em 2009, embora a Bahia tenha crescido 1,7%, ainda temos que recuperar muito do que perdemos com a crise financeira internacional. Essa é uma excelente oportunidade para irmos além da recuperação, é hora de discutirmos nosso futuro. Precisamos pensar mais coorporativamente e desenvolvermos um plano de ações que envolvam toda cadeia produtiva visando a valorização do nosso negócio. E o EBAP é essa boa oportunidade.
 
2-      Na lista dos temas do 7º EBAP, está proposto se discutir os desafios e expansão dos mercados regionais, além do tema ‘Presença Nacional nos Mercados Regionais’. O que o senhor acha desses temas específicos?
 
Renato Tourinho: em agosto do ano passado realizamos o VII Fórum de Propaganda da Bahia em que o tema central foi a ‘Regionalização das Verbas Publicitárias’, de todo país. Já faz algum tempo, desde a gestão de Sidônio Palmeira, aqui na ABAP-BA, que essa questão foi identificada pelo mercado baiano como fundamental, não só para a Bahia, mas para todo o Brasil. A Regionalização é imperativa para o país, pois nenhuma nação civilizada vive com desequilíbrios econômico-financeiros tão gritantes como o nosso. Não acredito na perpetuação de um negócio que está na mão de poucos. Hoje  mais de 70% de toda verba publicitária está concentrada no Sudeste. A descentralização vai trazer mais qualidade para as agências regionais, vai gerar mais emprego e acima de tudo, vai dar mais eficiência ao negocio da comunicação no Brasil.
 
3-      Renato, o senhor acha que os temas sobre mercado regional estão equivocadamente colocados quando deveriam ser chamados de regionalização das contas publicitárias?
 
Renato Tourinho: veja, não será uma questão de semântica que vai definir as ações, mas sim de atitude, da gente, e de todo o mercado publicitário brasileiro que já na sua maioria compreende a necessidade da descentralização dos investimentos em comunicação.
 
4-      Qual deve ser a posição da ABAP-BA no 7º EBAP? Vocês têm algum ponto específico a ser colocado? O tema da regionalização será levado pela ABAP-BA?
 
Renato Tourinho: sim, nós sempre levaremos as nossas posições, preocupações, interesses e sugestões para o amplo debate nacional, porque democracia é isso. O tema central já esta definido, é a valorização da Publicidade Brasileira. Vamos colocar em debate a forma de como estamos sendo percebidos, fazendo com que os anseios e desejos dos anunciantes sejam integrados aos nossos, fazendo com que os benefícios e resultados sejam a tônica das duas partes..
 
5-      Quais os maiores problemas que o mercado publicitário baiano enfrenta hoje?
 
Renato Tourinho: de cara a questão de estarmos com apenas 2,5% de participação no bolo publicitário nacional como falei antes. Só essa questão citada agora já denota o tamanho de nosso problema, considerando que a Bahia é a 6ª economia e nosso potencial de consumo ser de 5%. Isso significa que o mercado de propaganda baiano tem muito por que lutar e trabalhar. Já estamos levantando as causas desse problema e sempre nos reunindo para pelo menos dobrar nossa participação na propaganda nacional.
 
6-      Como o senhor acha possível fazer isso?
 
Renato Tourinho: olha, onde tem homem há processos culturais, que se estabelecem à medida que o tempo passa e novas forças produtivas da economia vão se redesenhando. Precisamos de atitude, o empresariado brasileiro precisa ser mais participativo. Objetivamente, temos nos reunido com todos os segmentos da economia baiana, nos fortalecendo em fóruns empresariais, nos aproximando do poder público e dando a nossa contribuição. Além disso, estamos sempre presentes nos debates nacionais, como é o caso do EBAP.  Temos que trabalhar muito para sairmos dessa incômoda e injusta posição.
 
7-      O senhor acha que dobrar o bolo publicitário baiano passa necessariamente pela regionalização das contas publicitárias do Brasil?
 
Renato Tourinho: Bom ressaltar que quando falo em descentralização das verbas publicitárias, não falo só pela Bahia. As agências da Bahia têm hoje oito contas federais. Falo pelo fortalecimento do mercado brasileiro, pela eficiência na aplicação das verbas públicas, pela geração de novos empregos e pela possibilidade de mais investimento em qualidade para as  agências regionais. No momento eu diria que a regionalização é decisiva para todo mercado publicitário Brasileiro e como a Bahia ainda tem uma economia pautada em matéria prima e não em produtos finais, será muito benéfico para o Estado se isto acontecer.
 
8-      Qual a situação do mercado de propaganda na Bahia hoje?
 
Renato Tourinho: a Bahia vive um bom momento. Crescemos 1,7% em 2009, mesmo com a crise, embora a propaganda, que é um setor sensível, sentisse e perdesse um pouco com o baque das finanças internacional. Mas estamos retomando o crescimento, estamos estimulando novos setores a investir em comunicação. Temos motivos concretos para estarmos otimistas, mas vamos falar melhor sobre isso outra hora.
 
9-      Qual a sua expectativa de ganho para a Bahia e o Brasil no 7º EBAP? O senhor vai?
 
Renato Tourinho: sim, claro que eu vou, e vou levar muitos comigo (risos). Mas, olha, levar no bom sentido (mais risos), para um ótimo lugar que é um fórum em que vamos discutir o futuro da publicidade e das agências brasileiras. Vamos para o 7º EBAP certos que um encontro dessa magnitude, e com tanta gente preparada e qualificada pensando juntas, certamente encontraremos caminhos certos, eficientes e maravilhosos, para a publicidade da Bahia e para o Brasil. Zeca, a indústria da comunicação é monumental e tem uma participação expressiva numa sociedade industrial e moderna. E as agências são uma espécie de motor dessa engrenagem. Nós somos pilar fundamental para construção das marcas.
 
 
10- Boa sorte para ABAP-BA e se quiser mandar um recado para o mercado baiano...
 
Renato Tourinho: não é bem um recado, é um convite. Na verdade são dois. Amigos, vamos todos ao café da manhã dessa sexta-feira, dia 19 de março, para conversar com Luiz Lara, presidente da ABAP Nacional. E vamos também ao Rio de Janeiro, dias 8 e 9 de abril, para o 7º EBAP. São duas oportunidades imperdíveis para o nosso mercado. Nos vemos lá. Obrigado pela entrevista.

 

 

 

 

Luiz Lara e Renato Tourinho
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Presença de Luiz Lara na posse da nova Diretoria

 

 A partir dessa quinta-feira, 17 de julho, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade Capítulo Bahia (ABAP-BA) terá nova diretoria para o biênio 2009-2011. Renato Tourinho, sócio da agência Única toma posse na presidência da entidade, acompanhados de Moacyr Maciel (Idéia 3 Comunicação) como Diretor Secretário; Clóvis Lima, (SLA) Diretor Financeiro e José Américo (Viamídia) Diretor de Relações com o Mercado.

 

O evento será ao meio dia no restaurante Amado e são esperados para o evento profissionais da indústria da comunicação, empresários de vários segmentos da economia, políticos, jornalistas e convidados, além do presidente da ABAP, Luiz Lara (Lew'Lara\TBWA - SP), recentemente também eleito.

 

A posse será celebrada com um almoço em que Sidônio Palmeira (Leiaute) passará a presidência da ABAP-BA a Renato Tourinho e empossa também os outros diretores. Palmeira esteve à frente da entidade por seis anos consecutivos e deixa um legado de realizações focados na união e desenvolvimento do mercado de propaganda, fortalecimento da profissão e ações de responsabilidade social, a exemplo do maior prêmio dessa área do Norte e Nordeste, o Top Social, já na sua quinta edição.

 

 

 

 

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Entrevista Walter Barreto

1. Na sua opinião, o mercado imobiliário, da Bahia está ainda vivendo um "boom", isso não existe, ou o mercado de imóveis já está gozando de uma certa estabilidade com boa oferta de produtos... etc?

 

O Mercado Imobiliário Brasileiro ainda tem muito que crescer. No Chile, o financiamento imobiliário representa 15% do Produto Interno Bruto – PIB; no México, 11%; no Brasil, o financiamento imobiliário é inferior a 3% do PIB. Além disso, temos somente em Salvador, um déficit habitacional de 100.000 habitações e um déficit qualitativo ainda maior. A ampliação do crédito imobiliário, com as taxas de juros baixas e longo prazo de financiamento, aliados à grande oferta de empreendimentos com qualidade nos coloca sim, em um crescimento continuo e sustentável. Vale registrar que, o crédito imobiliário ofertado pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil continuam com as mesmas taxas de juros e os mesmos prazos praticados antes da crise.

 

2. Como o Senhor e a ADEMI avaliam a crise imobiliária americana? Ela influi em outros países?

 

O problema da crise americana é sério e começou no mercado imobiliário que chegou a financiar o equivalente a 80% do PIB americano. Repito que, no Brasil, é menos de 3%. A Espanha, também tem problemas, porque o crédito imobiliário é mais de 40% do PIB. O Brasil sofre também com a crise econômica internacional, porém, muito menos, porque as bases econômicas do nosso país são sólidas.

 

3. E essa crise da economia global pode retrair o crescimento do setor?

 

2008 foi o melhor ano da história do mercado imobiliário baiano. Vendemos aproximadamente 13.000 imóveis e lançamos 14.000. Em 2009, a previsão da ADEMI/Ba é vender 10.000 unidades, número também expressivo e que mantém o setor forte. Somente para comparação em 2003 vendemos 1887 imóveis.

 

4. Como a publicidade baiana se envolve hoje com a área imobiliária? Existem mais agências atendendo ao setor atualmente que nas décadas de 80 e 90 correto?

 

O avanço na área publicitária, na Bahia, nos últimos anos foi grande. O setor imobiliário foi responsável por campanhas de grande dimensão e as agências de publicidade baianas tiveram competência para aproveitar o momento com campanhas inteligentes, criativas, focadas no público alvo e que geraram resultados de vendas para seus clientes incorporadores.

 

5. A verba publicitária de um lançamento diminuiu muito em relação há cinco ou dez anos atrás? A promoção é uma saída mais barata, ou, é uma questão de escolha do mix comunicação?

 

Penso, de forma diferente: as empresas incorporadoras ampliaram as verbas publicitárias e, as agências, transformaram esses recursos em resultados de vendas com grande ampliação no mix de comunicação.

 

6. Como a ADEMI manifesta sua expectativa urbanística para Salvador nos próximos 30 anos?

 

Precisamos pensar sobre a região metropolitana de forma conjunta e não apenas sobre as cidades, isoladamente, como acontece hoje. Para a ADEMI/Ba, o nosso maior problema é o sistema de transporte público que é muito ultrapassado. É necessária a implantação urgente do sistema de “Transporte de Massa Metropolitano”. Precisamos concluir o metrô, seguir com o projeto de custo mais baixo pela BR 324 até Simões Filho, Camaçari, Pólo Industrial, Lauro de Freitas, Aeroporto, Avenida Paralela, Região do Iguatemi, voltando para a Rótula do Abacaxi. O argumento que não temos recursos é falso! A região metropolitana de Recife já tem 32km de transporte de massa e está ampliando para 42km, quando transportará mais de 400.000 pessoas/dia.

 

7. O que mais um imóvel representa para quem adquire uma unidade? Existe algum conselho especial para quem quer comprar sua primeira 'casa própria'?

 

O cliente deve exigir da empresa o “registro de incorporação” do empreendimento. A legislação exige que em todo material publicitário seja citado o número do registro da incorporação. A ABAP/BA e a ADEMI/BA estão unidas nessa questão.

 

8. Qual a sua expectativa futura da economia baiana em geral? Quais as atitudes que o governo e a sociedade deveriam tomar?

 

2009 será um ano onde teremos que trabalhar mais para superar a crise econômica internacional. Os governos devem ampliar os investimentos públicos e reduzir custos nas despesas correntes, além de agilizar as licenças necessárias para os investimentos da iniciativa privada. Os empresários devem continuar investindo e acreditando no futuro do país.

 

9. A ABAP-BAHIA completou 30 anos em 2007. Como a ADEMI interage com a nossa entidade?

 

A ABAP/BA e a ADEMI/BA têm uma história de parceria constante em prol do desenvolvimento econômico e social do estado da Bahia.
 

 

 

 

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